Deputado questiona sigilo em gastos de cartão corporativo do Governo Federal
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De acordo com levantamento, mais de R$1,4 bilhão foram gastos no mandato, sendo grande parte mantido sob confidência
O uso do cartão corporativo voltou a ser alvo de duras críticas após levantamento recente mostrar que, desde o início do atual mandato do presidente Lula (PT), os gastos ultrapassaram a marca de R$ 1,4 bilhão. Somente em 2025, segundo dados oficiais divulgados pela revista Veja com base em planilhas públicas, os valores chegaram a cerca de R$ 423 milhões, distribuídos entre compras diversas e até plataformas de delivery como o iFood.
A maior parte desses gastos (mais de 99%) está classificada como sigilosa, o que dificulta que órgãos de controle e a própria sociedade saibam exatamente quais itens ou serviços foram adquiridos com o dinheiro público. Deputados de oposição, entre eles Domingos Sávio (PL-MG), têm cobrado respostas mais claras e medidas concretas para limitar e controlar essas despesas. Em suas falas, o deputado questiona não apenas o montante acumulado, mas também a maneira como os gastos estão sendo executados e divulgados. "Quando ultrapassamos R$ 1,4 bilhão em cartão corporativo, não se trata apenas de um número alto, trata-se de falta de clareza e respeito com o cidadão”.
Para o parlamentar, a classificação quase integral como sigilosa compromete a própria lógica de transparência que o governo diz defender. "O sigilo não pode ser desculpa para esconder informações essenciais sobre o uso do dinheiro público. Precisamos de transparência ativa, com dados públicos e acessíveis, não apenas relatórios genéricos".
Domingos Sávio também alerta para a necessidade de limites mais rígidos no uso desse instrumento de pagamento. "Sem regras claras e limites definidos, abrimos espaço para distorções e uso inadequado dos recursos. Propor mecanismos de controle rígidos deve ser prioridade para o Congresso", concluiu.





